Ser empreendedor é tarefa para poucos, principalmente no Brasil onde nem sempre é fácil entender ou resolver questões relacionadas as empresas. Portanto, para que o empreendedor possa ter o controle de sua empresa em meio a todas as dificuldades do mercado, entender os relatórios gerados pelas áreas contábeis e financeira será o diferencial para atingir maiores resultados.

Um dos relatórios mais importantes e que deve estar sempre a mão do empresário é o Demonstrativo de Resultados – DRE. A partir das informações apresentadas no DRE o empresário pode tomar decisões estratégicas de investimento, aumento ou redução de despesas e a melhora no faturamento.

Para facilitar o entendimento do Demonstrativo de Resultados – DRE, preparamos 5 dicas importantes e que irão auxiliar os empresários na tomada de decisão.

1. O que é o Demonstrativo de Resultados – DRE

O Demonstrativo de Resultados – DRE contempla todas as movimentações da empresa em um determinado período, ou seja, com base nele é possível saber o quanto a empresa obteve de receita ou onde mais gastou. Este relatório permitirá ao empresário analisar o resumo do resultado das atividades operacionais e não operacionais de sua empresa.

Utilizando a estrutura do DRE o empresário também pode projetar futuramente as movimentações da empresa, dessa forma, será possível avaliar com antecedência as necessidades de ajuste nas despesas ou estratégias visando o aumento no faturamento.

2. Como elaborar a Estrutura de um DRE

As informações que compõem um DRE são:

  • Resultados Operacionais;
  • Resultados Não Operacionais;

Estas informações são formatadas em um período previamente estabelecido e servirá de base para as análises estratégicas e financeiras da empresa.

Sua estrutura apresenta um formato simples, contendo o resultado bruto, o resultado operacional e o resultado líquido. Facilitando o entendimento para quem ai

nda não tem familiaridade com o relatório.

Para facilitar, separamos de forma resumida a estrutura de um DRE

Receita de vendas

  • (-) Impostos
  • (-) Custos Variáveis
  • (=) Resultado Bruto, também conhecido como Lucro Bruto
  • (-) Despesas Operacionais
  • (=) Resultado Operacional (Lucro Operacional)
  • (-) Impostos – CSLL e IRPJ*
  • (=) Resultado Líquido ou Lucro ou Prejuízo Líquido

*Este formato pode apresentar pequenas variações de empresa para empresa por conta dos diferentes tipos de regimes fiscais em vigor no Brasil.

3. Como analisar um DRE

Para entender a melhor estrutura do DRE é preciso saber quais são as informações em cada uma das linhas do relatório.

Na primeira linha do DRE como já vimos anteriormente, estarão discriminadas as receitas que a empresa obtém através da venda de seus serviços e produtos. Nas linhas seguintes serão relacionadas as Deduções e Despesas. Subtraindo as Deduções e Despesas das Receita Bruta o empresário poderá encontrar o valor da Receita Líquida da empresa.

Basicamente, o empresário deverá analisar seu Demonstrativo de Resultados – DRE da seguinte forma:

  • Receita de Vendas
  • (-) Impostos
  • (=) Receita Líquida. Dessa forma, o empresário poderá saber exatamente quanto sobrou de receita após o pagamento dos impostos
  • (-) Custos Variáveis. Aqui serão considerados o Custo da Mercadoria Vendida – CMV, ou os custos dos serviços prestados, ou ambos, dependendo do formato de operação da empresa, além de comissões e outras despesas que tenham correlação direta com as receitas
  • (=) Margem de Contribuição. Este valor representa o quanto a venda de produtos ou serviços, deduzidos os custos variáveis e impostos poderá ser gasto para cobrir os custos fixos e o lucro pretendido na operação
  • (-) Custos Fixos. Aqui são descritos todos os custos para que a operação possa funcionar. Como o próprio nome diz, são custos fixos, portanto, deverão ser pagos independente da geração de receita da empresa
  • (=) Lucro ou Prejuízo. Caso o resultado seja positivo, a empresa obteve lucro e caso negativo a empresa apresentou prejuízo

4. Utilizando análises Vertical e Horizontal

Uma vez entendida a estrutura do DRE é possível partir para análises mais objetivas do relatório.

Basicamente, existem dois tipos de análises que podem ser realizadas facilmente. A Análise Horizontal visa identificar as variações entre os períodos analisados, por exemplo mês 1 e mês 2, ano 1 e ano 2. O objetivo da Análise Horizontal é evidenciar o crescimento ou a redução das receitas ou despesas ao longo do tempo, permitindo identificar as variações e os períodos de sazonalidade na operação.

Na Análise Vertical, o empresário poderá verificar a participação de cada grupo ou cada linha (custos variáveis e fixos) frente as receitas da empresa, permitindo ações estratégicas visando ajustar estas participações conforme a necessidade da empresa.

5. Lucro ou Prejuízo, como saber?

Pode-se dizer que este é o indicador mais utilizado e conhecido, isso porque, caso a empresa seja lucrativa, torna-se possível a distribuição dos lucros para os sócios. Por outro lado, caso a empresa apresente prejuízo, talvez seja necessário aporte de capital, obrigando os sócios a utilizar capital próprio, ou recorrer a terceiros como bancos e financeiras para cobrir os prejuízos.

Com base na Margem Líquida da operação é possível saber se existe a necessidade de ajustes nos custos ou nos preços das mercadorias ou serviços e a partir destas análises elaborar estratégias para melhorar a lucratividade.