De acordo com pesquisas realizadas pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) que analisa os países que mais empreendem no planeta, o Brasil atualmente ocupa o topo do ranking. Em parte, isso ocorre graças as facilidades implementadas pelos governos ao longo das últimas décadas, já que estas mudanças facilitaram a formalização dos negócios.

Além disso, o brasileiro é extremamente criativo quando o assunto é empreender.

Portanto, se você está pensando em deixar de ser funcionário e transformar-se em patrão, o primeiro passo é encontrar uma atividade que tenha prazer em executar. Afinal de contas, fazemos com mais vontade aquilo que gostamos.

Contudo, iniciar um empreendimento do zero pode ser arriscado, principalmente se não houver um bom estudo dos cenários.

Para minimizar esse risco, uma alternativa é buscar empresas já em funcionamento e que estejam à venda. Isso porque, elas já possuem nome na praça, carteira de clientes e faturamento.

Como analisar se este investimento será bom?

Separamos três dicas fundamentais para não errar na hora de investir em uma empresa já em funcionamento.

1. Pesquisa

Se você está procurando uma empresa para investir, com certeza já se deparou com os mais diversos ramos de negócio. E como abordamos anteriormente, fazer aquilo que se gosta é o primeiro passo.

Sendo assim, pesquisar o ramo de negócio que melhor se encaixe em seu perfil é imprescindível. Além disso, ter a assessoria de consultores especializados pode ser de grande valia neste processo, afinal de contas, o trabalho deste consultor será encontrar um negócio que melhor se encaixe no perfil de seu cliente.

2 – Reuniões de reconhecimento

Conhecer o negócio é outra etapa fundamental do processo de compra. Portanto, agendar reuniões presenciais com os intermediadores (que detenham o mandato de venda da empresa) e com os proprietários das empresas, farão com que as decisões sejam mais assertivas.

Este também é o momento onde as dúvidas podem ser sanadas. Contudo, dependendo do formato de negociação as informações financeiras como balanços, DREs, balancetes ou operacionais poderão ser liberadas após a assinatura de acordo de confidencialidade. Esta etapa permite sanar diversas dúvidas, antes da formalização de uma proposta.

3 – Proposta e diligência

Elaborar uma proposta pode parecer tarefa simples, todavia na prática não é tão fácil assim, isso porque, o investimento a ser feito pode ser alto. Portanto, ser bem orientado neste momento é o que separa a boa da má negociação.

Por esse motivo, estar bem assessorado é fundamental. Além disso, seguir as etapas de negociação, propostas e compromisso de intenção de compra, garante que possíveis equívocos iniciais possam ser tratados com mais racionalidade.

Após estes passos é crucial ter um prazo para realizar a due dilligence – processo que propõe analisar e identificar os ativos e passivos da empresa, ou seja, tudo aquilo que se tem para receber e pagar, além de entender em detalhes a operação da empresa – essa é uma das etapas mais importantes do processo, pois tem como objetivo transmitir de forma clara o que é a empresa e como esta está operando.